Como políticos são testados antes de enfrentar o eleitor e os debates?
Mano Dal Ponte recebeu Gabriela Schelp, advogada especialista em direito eleitoral, legislativo e partidário, no uMANOs Radio Show. Ela revelou como a preparação técnica e a inteligência emocional moldam as campanhas modernas.
Gabriela explicou que sua atuação vai além dos tribunais, focando na entrevista diamante. Nesse processo, o pré-candidato é submetido a um interrogatório rigoroso para expor vulnerabilidades e esqueletos no armário, permitindo que a equipe jurídica e de marketing antecipe ataques de opositores e blinde a imagem do político antes mesmo do início oficial da corrida.
A especialista analisou o cenário atual do eleitorado brasileiro, caracterizando-o como avesso ao pragmatismo e seduzido pelo espetáculo e por figuras desreguladas que geram engajamento em redes sociais.

Segundo a advogada, a política é um jogo estratégico de ganha-ganha, onde até mesmo uma derrota nas urnas pode ser planejada para gerar dividendos futuros. Ela alertou, no entanto, que a baixa qualidade educacional do país facilita a manipulação por meio de conteúdos superficiais e de massa, tornando o eleitorado mais suscetível a gatilhos emocionais do que a debates programáticos e institucionais.
Projetando as eleições de 2026, Gabriela apontou a inteligência artificial como o grande desafio e potencial vilão do pleito, devido à sua capacidade de distorcer a realidade de forma ainda mais sofisticada que as ferramentas utilizadas em anos anteriores.
Sobre o futuro do poder no Brasil, ela identificou um desejo crescente do público por uma terceira via, alguém que dialogue com diferentes espectros e reconheça erros, embora a polarização ainda domine o debate.
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