Todos os Titãs em Floripa

Todos os Titãs em Floripa

O que dizer sobre o show dos Titãs em Florianópolis no último dia 05?

O show que lotou o Hard Rock Live de São José, na região da grande Florianópolis, faz parte de uma turnê comemorativa que marca os 40 anos dos Titãs. Reunindo todos os sete integrantes originais (eram oito com o finado Marcelo Fromer), que foram deixando a banda para seguir carreiras independentes e apenas três ficaram, Branco, Britto e Bellotto. A turnê chama-se “Titãs Encontro” e tem prazo de validade. Serão pouco mais de 10 shows, a princípio.

Bom! Sem dúvidas foi um show para os fãs. Diria até que um presente aos verdadeiros fãs, aqueles que conhecem de fato a história e discografia de uma das maiores bandas de rock que esse país conheceu.

E digo isso porquê muita gente passou a gostar dos Titãs depois do acústico ao vivo. Seguido por uma fase mais “Roberto Carlos”, em canções com roupagens macias, introspectivas e até românticas, como “Pra dizer adeus”, “Os cegos do castelo”,“Epitáfio”, “É preciso saber viver (do Erasmo Carlos), “Não vou me adaptar” e por aí vai. Não que elas não estivessem lá, fizeram parte de um set acústico maravilhoso de 5 músicas. Mas esse não foi o tom do show, pois a banda veio para resgatar a alma punk-rock-metal-reggae dos tempos áureos.

Dissecaram seus três maiores trabalhos, Cabeça Dinossauro (1986), Jesus Não Tem Dentes no País do Banguelas (1987) e Õ Blésq Blom (1989), tocando músicas nada radiofônicas, nem para a época. Resgataram nota por nota de faixas como “Igreja”, “O Pulso”, “Comida”, “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”, “Nome aos Bois”, “Cabeça Dinossauro”, “32 Dentes”, “Porrada” e “Televisão”. Mais abaixo vou colocar todo o set impecável da noite com 31 músicas.

Os 8 integrantes subiram ao palco com muito “tesão” para tocar. Arnaldo Antunes, o mais caricato, dançava e coreografava como fazia aos vinte e poucos anos, sorrindo o tempo todo. Sergio Brito e Paulo Miklos parecem estar no formol. Charles Gavin, o nosso Charlie Watts com a elegância e eficiência de sempre. Nando Reis sendo Nando Reis. Mas quem me surpreendeu foi Branco Mello, que mesmo com a metade da laringe (literalmente), após a retirada de um tumor, conseguiu cantar algumas músicas, incluindo a clássica “Flores”, um dos pontos altos do show. Outra grata surpresa foi a presença no palco do Liminha, produtor desses álbuns citados e de quase todos os bons discos dos anos 80, fazendo o papel do segundo guitarrista e oitavo membro, que era do Marcelo Fromer (falecido em 2001). Este, também foi e tem sido homenageado na turnê, com a presença de sua filha no palco, Alice Fromer, cantando algumas de suas músicas com a banda.

A produção do show é ótima. Iluminação, palco, som. No padrão de banda gringa. Aliás, os Titãs e seu público não mereciam nada menos que isso.
Foi sem dúvidas uma noite memorável, para ficar na história e guardar no coração. Quem bom que eu pude estar lá.

Abaixo o set completo na sequência:

Diversão
Lugar Nenhum
Desordem
Tô Cansado
Igreja
Homem Primata
Estado Violência
O pulso
Comida
Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas
Nome aos Bois
Eu Não Sei Fazer Música
Cabeça Dinossauro
Epitáfio (acústico)
Os Cegos do Castelo (acústico)
Pra Dizer Adeus (acústico)
Toda Cor (acústico)
Não Vou Me Adaptar (acústico)
Marvin
Go Back
É Preciso Saber Viver
32 Dentes
Flores
Televisão
Porrada
Polícia
AA UU
Bichos Escrotos

Bis:
Miséria
Família
Sonífera Ilha

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