Roger Waters discursa na Onu e acusa Estados Unidos de fomentar guerra na Ucrânia
O baixista e fundador do Pink Floyd, Roger Waters, voltou a ser centro das atenções no noticiário político internacional por ter discursado remotamente no Conselho de Segurança da ONU na última segunda-feira, dia 19. Durante a fala, o músico usou um broche com a bandeira da Palestina e defendeu a diplomacia na guerra da Ucrânia, afirmando que o conflito poderia ter sido evitado ou cessado há muito tempo. Como um dos principais responsáveis pela continuidade da guerra, Waters acusou o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson de sabotar negociações de paz e insinuou que os Estados Unidos têm interesse na guerra para enfraquecer a Rússia.
O nome de Roger Waters frequentemente aparece em meio a controvérsias políticas. Em 2018, o músico causou alvoroço no Brasil ao projetar a hashtag #EleNão em um show em São Paulo, criticando Jair Bolsonaro, eleito à presidência da república naquele ano. Além disso, em 2023, já havia discursado na ONU a pedido da Rússia, reforçando seu alinhamento com pautas críticas ao Ocidente.
O ex-Pink Floyd também enfrenta acusações de antissemitismo. Em 2023, foi criticado por usar um traje semelhante ao de oficiais nazistas em um show em Berlim. Além disso, o produtor Bob Ezrin o acusou de chamar seu ex-agente de “f***ing Jew”. Recentemente, Waters perdeu um contrato com uma gravadora alemã, supostamente por sua postura política, o que afetou o lançamento de sua regravação de The Dark Side of the Moon.














