Fogo baixo, tempo longo e muito sabor: a revolução do churrasco defumado
Dino Cardoso e Ale Koga receberam Ângelo Lazzarini, pitmaster e chef, no 100 OFENSAS. O convidado detalhou as nuances do American Barbecue, cultura que vem ganhando força no Brasil e promete se consolidar em 2026 com a formação de confederações e novas competições.
Diferente do churrasco convencional feito na brasa direta, a técnica americana foca na defumação lenta em equipamentos conhecidos como pit smokers. Ângelo explicou que o segredo reside no controle do fogo e da fumaça, utilizando temperaturas baixas por períodos que podem chegar a 16 horas, transformando cortes tradicionalmente rígidos em carnes extremamente macias.
O especialista enfatizou que a fumaça atua como um tempero fundamental, exigindo o uso de lenhas frutíferas específicas, como macieira e cerejeira para porco, ou nogueira-pecã para carne bovina. Ele alertou que o uso de madeiras inadequadas, como o pinus, pode amargar o alimento devido à resina.
Um dos conceitos técnicos destacados foi a blue smoke, um estágio quase transparente da queima que indica o momento ideal para colocar a proteína no defumador, garantindo um sabor equilibrado e evitando o excesso de fuligem na carne.
Além da técnica de preparo, o pitmaster ressaltou a importância de o consumidor manter a mente aberta para essa experiência sensorial, que utiliza dry rubs em vez do tradicional sal grosso.
Ângelo também revelou planos para democratizar o acesso ao churrasco defumado em 2026 por meio de um sistema de delivery de carnes embaladas a vácuo e finalizadas, permitindo que o público saboreie pratos complexos como o pulled pork e costelas defumadas de forma prática em casa, apenas regenerando o alimento em água quente.
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