Centenário – Capítulo 69: Morro da Miséria
No local que hoje se conhece como o bairro Mina União, os moradores João Dario e José Dario, utilizando ferramentas rudimentares, fizeram vários cortes de madeira e ergueram suas casas que ficaram rodeadas pela floresta intocada.
Depois de desmatar a área, iniciaram o cultivo necessário para assegurar o sustendo das famílias. O ano era 1893. Eles viveram no Morro da Miséria, que posteriormente, se tornou conhecido como Morro da Cruz e atualmente é chamado de Mina União, uma localidade cuja fundação contou com a contribuição da família Dario.
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O Morro da Miséria foi povoado por imigrantes italianos católicos que, em 1911, fizeram a primeira capela de madeira na base do morro. Na parede, foi instalado um retrato de Nossa Senhora da Saúde, que passou a ser a Padroeira da comunidade.
A visita do padre acontecia só uma vez por ano, geralmente durante a celebração da festa da Padroeira. Nos outros meses, a responsabilidade de manter a fé e a prática religiosa era da própria comunidade, que se reunia todos os domingos na Igreja.
As músicas eram em italiano, junto com algumas súplicas específicas e por um longo período, o Sr. João Dário desempenhou a função de capelão. O nome “Morro da Miséria” veio do início da colonização, porque os encarregados da demarcação das terras caçavam na região, mas não tinham muita sorte.
Então, escreveram numa pedra: “este é um morro de miséria”. Assim, o nome pegou. Já em 1945, o Pe. Agenor Marques, Pároco de Criciúma, junto da comunidade, construiu uma cruz no alto do morro. Em maio do ano seguinte a cruz foi inaugurada, passando o local a se chamar Morro da Cruz.
Realização: Rádio 92 Rock Pop
Texto e produção: Manu Justino
Produção de vídeo: Igor Fontana
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Capítulo 069: Morro da Miséria
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