Centenário – Capítulo 25: Caça Ao Índio Assassino
No dia 27 de dezembro de 1883, na serraria pertencente à família Sonego, onde hoje está o prédio do antigo Colégio Energia, encontravam-se Antonio Meller, Casimiro Milioli e Domenico Sonego.
Enquanto uma tora de madeira era transformada em tábuas, os três conversavam despreocupadamente e tomavam uma cachaça. De repente, Domenico soltou um gemido forte e caiu no chão. Os amigos correram para socorrê-lo e constataram que ele havia sido atingido por uma flecha, aparentemente lançada por um indígena, fato que mais tarde foi confirmado.
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Apesar dos esforços para salvá-lo, Domenico não resistiu ao ferimento e faleceu. A partir daí, teve início uma caçada ao indígena que o matou. Movidos pelo que ouviam, os imigrantes italianos decidiram imediatamente ir até o costão da Serra, porque é lá que eles se escondiam. E assim fizeram. Organizaram uma comitiva armada com um único objetivo: encontrar e matar qualquer indígena que cruzasse o caminho deles.
Reza a lenda que eles andaram três dias, seguiram por trilhas na mata, acompanhando pegadas humanas até chegarem a uma oca coberta de palha, onde ainda restava lenha fumegante. Destruíram o abrigo e atearam fogo, acreditando que seu morador havia fugido.
Com essa convicção, voltaram ao povoado da colônia São José. Hoje, a ponta de quartzo da flecha que matou Domenico Sonego integra o acervo do Museu Casagrande, onde permanece em exposição. Entre histórias e muitos conflitos, esse é só mais um caso que faz parte da história de Criciúma!
Realização: Rádio 92 Rock Pop
Texto e produção: Manu Justino
Produção de vídeo: Igor Fontana
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Capítulo 025: Caça Ao Índio Assassino
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