Quem entende mais de amor: quem viveu muitos casamentos ou quem nunca se separou?
Dino Cardoso e Ale Koga receberam a psicoterapeuta Valdirene Rocha no 100 OFENSAS. Eles discutiram a complexa realidade dos relacionamentos, questionando se o verdadeiro tabu hoje é a separação ou a permanência em um casamento falido.
A especialista enfatizou que o divórcio é influenciado por diversos fatores, como o diálogo financeiro e as crenças pessoais, sendo uma decisão profundamente complexa e individual. Levantou-se a questão sobre quem tem mais experiência para falar de relacionamento: quem casou muitas vezes ou quem permaneceu casado por muito tempo.
Val Rocha sugeriu que ambos os mundos têm valor, mas que ter mais relacionamentos pode proporcionar maior autoconhecimento e uma visão mais ampla das diversas personalidades. A discussão aprofundou-se nas diferenças de comunicação e necessidades entre homens e mulheres dentro do casamento.
Foi destacado que o homem frequentemente precisa de um tempo de download ao chegar em casa, um momento de silêncio na sua “caverna”, para relaxar e desintoxicar antes de interagir, um padrão que a mulher deve observar e respeitar, valorizando o aconchego do lar mais do que grandes surpresas.
A psicoterapeuta pontuou que os homens se comunicam mais pelo fazer do que pelo falar, e que o silêncio e o fim do diálogo de um homem são sinais de que ele já largou o relacionamento, perdendo o interesse em resgatar a conexão. Essa falta de comunicação, muitas vezes motivada pelo receio de desagradar ou pelo sentimento de castração emocional, acaba por minar a autoestima, a libido e o interesse.
Outros tópicos cruciais abordados para a longevidade conjugal incluíram a química a nível de alma, que se aprofunda ao se discutir assuntos além do superficial, e a importância de trabalhar traumas familiares e se desligar das figuras parentais. A psicoterapeuta explicou que o casamento exige que os parceiros se tornem a prioridade um do outro, desapegando-se de laços excessivamente fortes com os pais.
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