Quando a pesquisa vira solução prática para empresas e para o planeta
Dino Cardoso e Ale Koga receberam Luciano Bilessimo, pró-reitor de pesquisa e inovação do Centro Tecnológico Satc, no 100 OFENSAS. O centro é o setor mais novo da instituição, voltado para pesquisa e inovação e com uma visão estratégica de agregar valor aos produtos regionais e gerar novas oportunidades de mercado.
A Satc, conhecida historicamente como escola técnica, expandiu-se e, com o Centro Tecnológico, busca traduzir o conhecimento em soluções práticas para as empresas. Luciano explicou que a área tem como objetivo desenvolver a região economicamente, indo além da exploração centenária de recursos primários, como o carvão, e focando na criação de novos produtos e processos.
Um dos principais focos de pesquisa é o aproveitamento de resíduos industriais, buscando transformá-los em produtos de alto valor agregado. O grande destaque é a cinza do carvão mineral, que, após um processo de formulação, é convertida em um material poroso semelhante a um grão de arroz, conhecido como zeólita.

Esta substância possui uma alta capacidade de absorção, sendo utilizada, por exemplo, para capturar CO2 da atmosfera em projetos de combate ao efeito estufa. Além disso, a zeólita está sendo desenvolvida como um carreador de fertilizantes, prometendo um aproveitamento muito maior e liberação gradativa dos nutrientes no solo, uma iniciativa que pode reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.
O Centro Tecnológico também atua como um parceiro estratégico para empresas, preenchendo a lacuna de inovação corporativa em pequenos e grandes negócios. Com um quadro de mais de 100 colaboradores, entre alunos e profissionais de diversas áreas, a Satc oferece consultoria técnica especializada e soluções que vão desde o desenvolvimento de novos produtos até a otimização de processos.
Essa abordagem multidisciplinar, que junta diversas formações, visa entregar a solução completa para as necessidades das empresas, marcando uma mudança cultural na região, onde a pesquisa e tecnologia se tornam maiores do que a própria produção fabril em alguns casos.
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