Psiquiatra esclarece mitos e avanços no diagnóstico do TEA
A doutora Gabriela Nuernberg, PhD em psiquiatria e ciências do comportamento e professora de medicina da Unesc, foi a convidada de Gika Tiscoski e Ale Koga no Multiverso. Ela participou da entrevista para falar sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Com experiência desde 2011 na área, a doutora desmistificou a antiga visão da psiquiatria como “médico de louco”, ressaltando a importância da especialização para o diagnóstico preciso do TEA, que envolve uma equipe multidisciplinar e a avaliação de características específicas relacionadas à interação social, percepção do mundo e comportamentos. Ela enfatizou que o aumento no número de diagnósticos pode estar ligado a um maior estudo e especialização na área, além de um maior acesso aos serviços de saúde.
Durante a conversa, Dra. Gabriela explicou que o TEA se manifesta como uma maneira diferente de se relacionar com o mundo, impactando a interação social, a percepção e os comportamentos. Uma dificuldade na leitura da linguagem verbal e não verbal, a literalidade e a falta de percepção de nuances como ironia foram citadas como características comuns.
A médica também destacou a importância da educação da sociedade para lidar com pessoas com TEA, evitando julgamentos como “frescura”. Em relação às causas, confirmou a base genética do transtorno, desmistificando a ligação com vacinas ou alimentação, embora algumas crianças possam apresentar sensibilidade gastrointestinal a certos alimentos.
Ao abordar o tratamento, a doutora explicou que ele varia de acordo com o caso, mas geralmente envolve abordagens para melhorar a integração social, como treino de habilidades sociais e, em alguns casos, intervenção medicamentosa para comorbidades como agressividade ou sintomas de TDAH, frequentemente associados ao TEA.
Ela observou que adultos costumam sentir alívio ao receber o diagnóstico, compreendendo dificuldades enfrentadas ao longo da vida, enquanto pais podem ter reações diversas, desde a busca por tratamento até a negação. A médica reforçou a importância de buscar profissionais qualificados e questionar diagnósticos, desmistificando informações não científicas veiculadas online.
Assista à entrevista completa no nosso canal do YouTube!





