Professor revela por que a aerodinâmica vale mais que a potência do motor na Fórmula 1
Dino Cardoso e Marcão Gaúcho receberam o professor Estevan Grosch Tavares no Turbo 92. Bacharel em física e doutor em engenharia mecânica, ele explicou a profunda relação entre a aerodinâmica, a Fórmula 1 e a indústria automotiva de passeio.
Especialista na área de mecânica dos fluidos, o docente destacou que cerca de 70% do esforço de engenharia na Fórmula 1 é direcionado ao desenvolvimento aerodinâmico, desmistificando a ideia de que o desempenho dos veículos depende exclusivamente da potência do motor.
O conceito se estende aos carros de passeio e utilitários esportivos, nos quais o estudo da geometria serve para otimizar o fluxo de ar, garantindo maior autonomia, menor arrasto e eficiência energética sem comprometer o conforto.
A conversa abordou também as transformações históricas dos motores na categoria máxima do automobilismo e o avanço das tecnologias de propulsão. O especialista relembrou as eras dos motores V10 e V12, expressando preferência pelo comportamento e pela sonoridade dos modelos clássicos em relação às atuais unidades de potência híbridas introduzidas pela Federação Internacional do Automóvel (FIA).
Eles também debateram os limites e desafios da transição para veículos elétricos e flex, ressaltando aspectos como o torque instantâneo dos motores elétricos, as perdas térmicas da combustão interna e os impactos da alteração nas misturas de etanol e gasolina sobre a mecânica e o rendimento de motores tradicionais e motocicletas.
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