O punk precisa ser ruim para ser bom?

O punk precisa ser ruim para ser bom?

Dino Cardoso e Ale Koga receberam Jonathan “Mão”, vocalista, Franklin “Cremoso”, baterista, Daniel “Russo”, manager, todos da banda Dad Krents, no 100 Ofensas. Eles tiveram um debate sobre a resistência do cenário autoral e a filosofia do movimento punk.

Os músicos defenderam que o gênero vai muito além da técnica musical, definindo-o como um estilo de vida pautado pelo faça você mesmo e pela atitude de contestação. Questionados sobre a estética sonora, eles brincaram com a ideia de que o punk precisa ser ruim para ser bom, priorizando o despertar sensorial e o incômodo social em vez do virtuosismo técnico ou do conforto comercial.

O grupo detalhou o processo criativo da banda, que busca inovar ao misturar elementos do protopunk e do glam rock com ritmos brasileiros, como o baião. Essa originalidade se estende à produção visual e fonográfica, incluindo a gravação de um documentário em formato analógico com equipamentos soviéticos, reforçando a busca por uma identidade tátil e orgânica em tempos de consumo digital. 

Os integrantes também diferenciaram as vertentes do punk mundial, apontando o estilo britânico como mais focado no protesto político, enquanto o americano, em sua origem, flertava mais com o desejo de inserção no mercado mainstream.

A banda ressaltou a importância do fortalecimento da cena local e do apoio ao som autoral frente às bandas cover. Para os músicos, o show ao vivo é uma experiência insubstituível de purgação e conexão comunitária, essencial para as novas gerações que buscam espaços de expressão real. 

A banda prepara agora o lançamento de um novo EP com cinco faixas, mantendo a essência de letras explícitas e a energia crua que os consolidou no underground catarinense.

Assista à entrevista completa no nosso canal do YouTube!

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