Inteligência Artificial é um caminho sem volta?!

Inteligência Artificial é um caminho sem volta?!

Estamos vivendo a história e presenciando o começo de uma revolução em todas as atividades humanas e não humanas por conta do uso da Inteligência Artificial. Por mais que seu estudo tenha começado logo após a Segunda Guerra Mundial com o artigo “Computing Machinery and Intelligence” do matemático inglês Alan Turing, pai da ciência da computação teórica e da inteligência artificial, e o próprio nome foi cunhado em 1956, só agora estamos vendo a sua aplicabilidade e seu impacto no nosso dia a dia.

Mas, vamos focar aqui no campo do entretenimento já que o assunto e as áreas são vastas e não vamos esgotá-los nesse post.

No campo musical, vivenciamos o uso de músicas em redes sociais como o Tik Tok, inseridas pelos próprios usuários da rede que fazem brincadeiras como Ariana Grande cantando músicas de outros artistas, tudo para ver como seria a sua voz em determinada canção e, claro, para gerar memes que geram curtidas, que geram visualizações e que por fim geram dinheiro (mas não para o artista que fica sem controle da sua imagem, da sua voz e da sua obra).

O cuidado com o uso de imagem por tecnologias que não existem ainda é um cuidado antigo e recorrente de quem vive e depende de coisas imateriais.

O ator Robin Williams, que morreu em 2014, teve cuidado com sua imagem e um documento, que veio à tona durante a audiência de divisão dos bens do ator em 2015, revelou que o mesmo restringiu o uso de sua imagem por até 25 anos após a sua morte, ou seja até 2039.

Com esse documento, o ator não poderá ser digitalmente inserido em filmes ou anúncios publicitários ( como já aconteceu com Audrey Hepburn).

Recentemente a cantora Madonna, após o susto com sua internação, ocorrida no final do mês de junho, alterou o seu testamento proibindo o uso de IA e especificando regras sobre o que as gravadoras podem ou não fazer após a sua morte.

Madonna se posicionou contra o uso de hologramas para criar shows de artistas que já se foram.

Outra famosa é a atriz Whoopi Goldberg que admitiu que determinou em seu testamento que ninguém faça um holograma digital com sua imagem após sua morte.

Quando questionada pela co-apresentadora Joy Behar se ela se importava com a forma como era retratada, Whoopi afirmou: “Não quero ser um holograma. Isso está no meu testamento há 15 anos.”

O sindicato dos roteiristas e o sindicato dos atores de Hoolywood, com 160 mil membros, estão em greve nesse momento e um dos pontos que questionam é para permissão do uso da IA na produção de filmes e programas de televisão, querendo garantir que suas imagens digitais não sejam recriadas sem autorização. O assunto é tão relevante que esta será a primeira vez que atores e roteiristas de Hollywood entram em greve simultaneamente desde 1960.

Ainda tem a insatisfação de dubladores do mundo todo, com o uso, sem autorização, da sua voz, aliada à pressão dos estúdios para que assinem contratos autorizando o uso de IA que emulando a voz do ator dublador em futuros trabalhos.

Recentemente, a Volkswagen usou imagem da cantora Elis Regina, que morreu no ano de 1982, em um comercial da marca para lançar a nova Kombi, fazendo barulho ao suscitar muitas questões éticas no uso da ferramenta junto ao CONAR (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária).

Será o início da discussão para uma possível e provável regulação, no Brasil e no mundo, do uso da Inteligência Artificial?

O que estamos vendo é apenas o começo de uma discussão ética que alterará os direitos da personalidade, os direitos autorais e direitos patrimoniais com o uso da IA no campo das artes.

Mas o debate é bem mais amplo com o uso da IA se estendendo para ciência, medicina, segurança nacional (Dica: na Netflix tem o documentário Explorando o Desconhecido: Robôs Assassinos).

Enfim, estamos apenas no início do uso da IA sabendo que isso é um caminho sem volta, só precisamos aprender a usá-la da melhor forma possível.

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