Brasil não é fraco: militar revela o que realmente sustenta o poder de defesa do país
Dino Cardoso, Ale Koga e Igor Fontana receberam Tony Provesano, subtenente da reserva do Exército Brasileiro, no 100 OFENSAS. O convidado desmistificou a percepção de que o potencial bélico brasileiro seria fraco em comparação a potências como os Estados Unidos.
Segundo o militar, a diferença reside no planejamento estratégico: enquanto os americanos investem massivamente para enfrentar oponentes declarados, o Brasil adota uma diplomacia de baixa conflitividade, focando em um horizonte estratégico de 15 a 20 anos.
Tony enfatizou que o armamento nacional é suficiente para o nível de ameaças atuais, funcionando como um seguro que o país paga esperando nunca precisar utilizar. O especialista destacou que, embora o Brasil possua menos recursos tecnológicos e financeiros que o exército estadunidense, o capital humano e o treinamento dos militares brasileiros são equiparados aos melhores do mundo.
Ele explicou que as fronteiras, especialmente na Amazônia e no Sul, são monitoradas por sistemas eficientes e guarnecidas por unidades distribuídas estrategicamente. Sobre as críticas de sucateamento, Provesano esclareceu que o desgaste é visível apenas nas armas usadas para instrução de recrutas, mas que o país mantém reservas estratégicas de armamentos modernos e novos.
O subtenente ainda comentou sobre a recente discussão legislativa que autoriza mulheres a portarem spray de pimenta para defesa pessoal. Tony demonstrou cautela, alertando que a baixa concentração do produto permitida para civis pode não ser capaz de neutralizar um agressor fisicamente superior ou sob efeito de substâncias.
Para ele, o spray deve ser encarado apenas como um elemento de distração que ofereça uma janela de fuga, reforçando que o equipamento sozinho, sem o devido treinamento e a compreensão de suas limitações, não garante a interrupção de uma agressão violenta.
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