A medicina vai virar algoritmo? Radiologista alerta sobre os limites da IA
Mano Dal Ponte recebeu o doutor Grégory Vinícius Périco, médico radiologista da URC, no uMANOs Radio Show. Eles tiveram um bate-papo sobre o futuro da medicina e o impacto da tecnologia.
O ponto central da conversa foi a preocupação mútua com a inteligência artificial e o possível risco de extinção de certas carreiras. O doutor argumentou que, embora a IA já auxilie em diagnósticos e na telemedicina, ela ainda apresenta erros consideráveis e carece de senso crítico, o que reforça a necessidade insubstituível do profissional humano para validar resultados e assumir a responsabilidade final pelo paciente.
O especialista destacou que a essência da prática médica reside na relação humana e na avaliação de casos que as máquinas não conseguem mensurar, citando a fibromialgia como exemplo de diagnóstico puramente clínico.

A discussão abordou ainda o perigo da desinformação digital, o chamado Dr. Google, e o papel da família como suporte emocional em procedimentos delicados, como biópsias. Para o médico, a maior preocupação não é a substituição pela tecnologia em si, mas sim a capacidade de o profissional acompanhar sua evolução para utilizá-la como uma ferramenta de precisão em prol do diagnóstico correto.
A entrevista também explorou inovações na radiologia, com foco no ultrassom dermatológico de alta resolução. Grégory explicou que o uso de transdutores modernos permite mapear lesões cutâneas e acompanhar procedimentos estéticos em tempo real, indo além do que o olho humano enxerga na superfície.
Além do campo técnico, o médico ressaltou o compromisso social da URC por meio de projetos como o “Viva URC”, convidando os ouvintes para o 18º Passeio Ciclístico da Integração no Balneário Rincão, reforçando a cultura de prevenção e integração comunitária que marca a trajetória da clínica.
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