A luta entre a arte e o pragmatismo
O músico Jorge Nando foi o convidado de Mano Dal Ponte no uMANOs Radio Show. Durante a conversa, o cantor relembrou a dificuldade de conciliar sua vida artística com a carreira empresarial, que eleva a responsabilidade e apaga a criatividade.
Ele comentou que essa dedicação a projetos paralelos o afasta do palco e da composição, pois perde a conexão com a sua essência artística. O músico enfatizou a importância de reencontrar-se com a arte, apesar da rotina e das responsabilidades diárias. Nando ainda falou sobre a sua carreira, que se mantém por meio de aulas, apresentações e shows autorais.
O convidado se aprofundou na discussão sobre o estado atual da música, expressando a opinião de que o rock não morreu, mas que muitas bandas e compositores talentosos não conseguem ter acesso aos grandes meios de comunicação.

Ele disse que o mercado musical privilegia a música mais simples e popular, o que afasta o público de artistas que se dedicam a composições mais elaboradas e com mais verdade. Ele expressou preocupação com o uso excessivo da tecnologia na produção musical, com o uso de programas como o Suno, que, para ele, tiram a junção humana da criação musical, o que pode afetar a autenticidade e a essência do trabalho.
O músico também refletiu sobre a sua própria jornada e revelou que já sofreu a dor de ser ignorado pelo público durante suas apresentações. Ao recordar um show em que o público exigia músicas de um artista popular, ele conta que se sentiu desvalorizado e desrespeitado.
Ele ainda lembrou a sua trajetória musical, marcada pelo apoio familiar e pela paixão pela arte, que o fez abrir mão de uma carreira profissional para viver da música. O entrevistado fez um apelo à valorização da arte autêntica e à busca por novas referências musicais, além do que é mais popular.
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