Reincidência, crime e os limites da tolerância da lei

Reincidência, crime e os limites da tolerância da lei

Mano Dal Ponte recebeu Débora Zanini, juíza do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, no uMANOs Radio Show. Ela compartilhou detalhes sobre os desafios da magistratura, destacando sua atuação recente na Justiça Eleitoral e na execução penal. 

A magistrada relatou a complexidade de gerir conflitos durante o período eleitoral, marcado por denúncias frequentes e pelo rigor da lei no dia da votação, quando qualquer ato de propaganda é considerado crime. 

Débora enfatizou o papel pedagógico da Justiça, explicando que, embora infrações menores possam ser resolvidas com transações penais e serviços comunitários, o objetivo é evitar que o indivíduo reincida e progrida para crimes mais graves.

Débora Zanini e Mano Dal Ponte no uMANOs Radio Show (19/01/2026)

Durante a conversa, a juíza abordou temas sensíveis como a superlotação carcerária, a origem histórica das penitenciárias e a realidade da violência doméstica. Ela destacou a eficácia da Rede Catarina no apoio a mulheres vítimas de agressão, observando que o aumento no número de denúncias reflete uma maior coragem das vítimas em não aceitarem mais o abuso. 

Ela explicou que o descumprimento de medidas protetivas gera prisão preventiva quase imediata, reforçando que a justiça busca proteger a sociedade, especialmente em casos de reincidência ou crimes violentos, onde a margem para dar uma chance ao réu é limitada pela gravidade dos fatos.

A doutora também refletiu sobre a influência do meio social e da genética na formação de criminosos, citando exemplos de famílias envolvidas no tráfico de drogas por gerações, como o caso da “vovó do pó”. Ao defender uma postura mais rígida contra a liberação de drogas e a redução da maioridade penal para 16 anos, Débora argumentou que tais medidas visam combater a impunidade.

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