Criciúma faz acordo com Ministério Público de SC para solucionar obra paralisada na região central

Criciúma faz acordo com Ministério Público de SC para solucionar obra paralisada na região central

Com o objetivo de assegurar a segurança e prevenir riscos à saúde pública, o Município de Criciúma assinou, nesta segunda-feira (15), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a empresa responsável por uma obra paralisada na região central da cidade. O espaço, que há anos apresenta acúmulo frequente de água, tornou-se um ambiente propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti. O acordo define ações emergenciais e estabelece uma solução definitiva para o problema.

O prefeito Vagner Espíndola ressaltou a importância do TAC como um marco para o município, encerrando uma situação que se prolongava há anos. “Estamos lidando com um problema antigo, que representa riscos à saúde e à segurança da população. Este acordo define prazos, atribui responsabilidades e assegura que o Município possa agir caso as determinações não sejam cumpridas. O principal é oferecer uma resposta efetiva à comunidade e resolver a questão de forma permanente”, declarou.

De acordo com o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, a área vinha sendo monitorada continuamente desde 2021. “A Defesa Civil, em conjunto com a Vigilância Sanitária e outros setores da Prefeitura, acompanhou o local quase diariamente. Embora os testes realizados não tenham identificado a presença do mosquito da dengue, o acúmulo de água representa um risco significativo, tanto pela possibilidade de surgimento de vetores quanto por questões relacionadas à segurança”, explicou.

O Município já havia solicitado à empresa responsável diversas providências, como a correção do talude na rua Santo Antônio e a revisão dos tapumes, medidas que chegaram a ser atendidas. No entanto, o problema do acúmulo de água persistiu. “A retirada da água ocorreu em algumas ocasiões, mas sem manutenção adequada, o que fazia com que ela retornasse. Diante disso, consideramos essencial encaminhar a situação ao Ministério Público, para que, de forma conjunta, fosse construída uma solução definitiva”, detalhou o diretor.

Com a formalização do TAC junto à 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma, a empresa passa a ter o prazo de até 75 dias para retomar a obra, desde que com todas as licenças exigidas, ou realizar o aterramento completo da área, eliminando permanentemente os pontos de acúmulo de água. A Prefeitura ficará responsável pela fiscalização e poderá intervir para mitigar riscos, além de aplicar as penalidades previstas no acordo. O cumprimento das medidas continuará sendo acompanhado para garantir que as ações emergenciais e as soluções definitivas sejam executadas dentro dos prazos estabelecidos.

Ver mais Notícias

WHATSAPP 92FM!
+55 48 98441-0010