15 anos de lei seca. O que mudou?

15 anos de lei seca. O que mudou?

A Lei Seca no Brasil completa 15 anos hoje, marcando um avanço significativo na luta contra a violência no trânsito. Em comemoração a essa data, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) divulgou um dossiê baseado em dados coletados do Ministério da Saúde, revelando informações sobre os acidentes causados pelo consumo de álcool no país.

De acordo com o documento, em 2021, houve um total de 10.887 mortes relacionadas à combinação de álcool e direção, resultando em uma média de 1,2 óbito por hora. O psicólogo e pesquisador do Cisa, Kaê Leopoldo, enfatiza que esse número é extremamente alto, considerando que as mortes relacionadas ao álcool em acidentes de trânsito são completamente evitáveis, bastando evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir. Além disso, aproximadamente 5,4% dos brasileiros relataram dirigir após consumir álcool, um índice que se mantém estável no país.

Apesar de alarmante, a taxa de mortalidade em relação à população de 2021 foi 32% menor do que em 2010, quando a Lei Seca tinha apenas dois anos de vigência. Ao longo desse período, o número de mortes por ano caiu de sete para cinco a cada 100 mil habitantes. Kaê ressalta que, embora esse número ainda seja excessivamente alto, há uma tendência contínua de redução ao longo dos últimos 10 anos.

No entanto, o dossiê revela que o número total de hospitalizações aumentou 34% no mesmo período, passando de 27 para 36 internações a cada 100 mil habitantes. Esse aumento foi impulsionado pelos acidentes envolvendo ciclistas e motociclistas, enquanto as hospitalizações de ocupantes de veículos e pedestres envolvidos em acidentes relacionados ao consumo de álcool diminuíram.

Segundo o pesquisador do Cisa, o crescimento nas hospitalizações de ciclistas e motociclistas pode estar relacionado ao aumento da frota de motocicletas no país, especialmente com o surgimento de motoboys e entregadores. Eles passaram a trabalhar em horários nos quais há maior probabilidade de encontrar outros motoristas embriagados, o que aumenta o risco de colisões envolvendo motociclistas. Essa é uma questão que requer atenção especial.

Fonte: portaldotransito.com.br

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