Facas artesanais ganham status de luxo e conquistam colecionadores
Dino Cardoso e Rubia Ramos receberam Luiz Gonzaga, cuteleiro, no Hora Gourmet. Ele compartilhou sua trajetória no universo das lâminas artesanais. Ele encontrou na cutelaria sua grande paixão durante o período da pandemia.
Em pouco tempo de atuação no setor, o artesão conquistou projeção ao vencer um prêmio internacional na 37ª edição do SICAC Paris Knife Show, na França, onde foi reconhecido pela complexidade e pelo alto nível técnico de suas peças.
O especialista detalhou os bastidores e os aspectos históricos da profissão, explicando que o forjamento remonta aos primórdios da humanidade. Entre as curiosidades abordadas, Luiz explicou a origem do famoso aço damasco e revelou detalhes sobre a criação de modelos renomados, como a faca Bowie e a tradicional faca gaúcha.
Ele também destacou a complexidade do processo de revelação do desenho na lâmina, a aplicação de materiais nobres nos cabos, a exemplo de prata, ouro, chifres de cervo e madeira de ébano, e os cuidados necessários com o manuseio e a afiação.
Atualmente, o cuteleiro concilia os atendimentos sob encomenda e a produção de barras brutas de aço com a participação nas principais feiras da área no Brasil, além de manter um canal direto de contato com admiradores e colecionadores por meio de suas redes sociais.
Gonzaga ressaltou o fortalecimento do mercado brasileiro de cutelaria customizada, que movimenta uma vasta cadeia de insumos e maquinários, consolidando a faca artesanal não apenas como uma ferramenta utilitária de garantia vitalícia, mas também como um item de luxo e colecionável.
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